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Rebelião na Cadeia Pública em Campos

 

Familiares esperam informações em frente ao presídio

Terminou no início da manhã deste domingo (15) a rebelião na Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Guarus, Campos. Desde o início da noite de ontem, os detentos iniciaram o motim, abrindo celas do primeiro pavimento e atendo fogo em colchões. O motivo da confusão, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), seria porque "três presos se recusaram a aceitar as ordens que eram passadas e iniciou-se um tumulto". Familiares preocupados com a situação se aglomeraram em frente à Casa de Custódia tentando buscar informação.

O diretor da unidade Ângelo Slomp afirmou que não há mortos e apenas alguns presos tiveram ferimentos superficiais. Ele conta que uma briga teria sido o motivo principal da rebelião.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que houve apenas três feridos. "Três detentos ficaram feridos por bala de borracha, sendo um próximo ao olho, outro na perna e o último no braço e na perna. Eles foram encaminhados para o Hospital Geral de Guarus, em Campos".

Segundo a Polícia Militar (PM), não houve necessidade da mesma entrar no presídio. Apesar disso, reforços foram chamados para ajudar principalmente no lado de fora da cadeia, onde alguns familiares estavam mais exaltados. Houve muita tensão e em determinados momentos algumas pessoas chegaram a colocar fogo em galhos em protesto pela falta de informação.

Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Campos), Márcio Marques também esteve no local para acompanhar a situação.

Somente agentes do Serviço de Operações Especiais (SOE) e bombeiros entraram na cadeia.

A situação foi controlada e os presos passaram por revista geral no pátio do presídio. A Seap informou que os 238 presos envolvidos foram identificados e levados para a 146 DP. Posteriormente, todos serão transferidos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.


Hoje a Cadeia Pública tem 732 presos, mas a capacidade é de 500.
 Situação foi controlada e PM não precisou entrar no presídio

fonte: Jornal O Diario

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