Para economizar gasolina, policiais recebem ordem para desligar ar-condicionado das viaturas.
Para compensar a falta de gasolina nos tanques, a PM está
economizando no conforto dos policiais. Nesta segunda-feira, por volta
das 13h, uma ordem repassada pelo setor responsável pela supervisão do
trabalho dos policiais do 22º BPM (Maré) à central de rádio do batalhão
determinava que os PMs que estivessem fazendo patrulhamento em viaturas
desligassem os aparelhos de ar-condicionado dos carros para “racionar
combustível”. A temperatura atingiu 32°C no Rio.
“Supervisão está
determinando que as viaturas não utilizem o ar-condicionado, copiou?
Acabou de supervisionar um efetivo, o polícia dentro da viatura com
ar-condicionado ligado e tá faltando combustível. Copiou Maré 22?”,
afirma um oficial da supervisão via rádio. “Correto, dou ciência aí”,
responde outro policial, da central telefônica. Em nota, o comando da PM
negou a determinação.

foto de Rafael Soares/ extra
Como no 22º BPM não há tanques, as viaturas do batalhão abastecem no
16º BPM (Olaria) ou no Centro de Manutenção de Material (CMM), no
Batalhão de Choque. Ontem, o CMM estava sem combustível. Na parte da
tarde, as viaturas passaram a abastecer no 4º BPM (São Cristóvão).
—
Hoje, no 16º BPM, temos uma cota de 20 litros por viatura. É um
absurdo. De novo, a tropa paga por um erro que o comando cometeu —
afirmou um PM do batalhão sob a condição do anonimato.
Rodízio de viaturas
Uma semana após o EXTRA
ter revelado a falta de gasolina na PM, a corporação ainda não conseguiu
encher seus tanques novamente. E, para abastecer, PMs lotados em vários
batalhões da cidade precisam conviver com um rodízio. Na segunda-feira,
enquanto viaturas de diversas unidades da capital faziam fila na porta
do 4º BPM (São Cristóvão) para abastecer, o Centro de Manutenção de
Material (CMM), no Batalhão de Choque — que abastece viaturas de
batalhões sem tanques e UPPs — estava com bombas vazias. Na semana
passada, a fila era formada exatamente em frente ao Choque.
O
comando da PM admite que ainda há problemas, mas culpa a fornecedora de
combustível pela falta de gasolina. Em nota, a PM afirma que “vai pedir
formalmente a Petrobras esclarecimentos em relação aos problemas de
abastecimento em algumas unidades da corporação” e afirma que houve “
atraso na entrega de combustível no CMM e 36º BPM (Santo Antônio de
Pádua)”.

fonte jornal extra
0 comentários:
Postar um comentário